domingo, 13 de fevereiro de 2011

Para refletir...

"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino".  ( Paulo Freire)

"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende"
(Guimarães Rosa)

"O saber "entra" pelos sentidos e não somente pelo intelecto".
( Frei Betto )

"O saber que não vem da experiência não é realmente saber"
(Lev Vygotsky)

Extra! Extra! Jornal da Turma da Girafa...Nº1 - Ano 2011

Linguagem


O uso que a criança faz da linguagem fornece vários indícios quanto ao processo de diferenciação entre o eu e o outro. Por exemplo, a estabilização no uso do pronome “eu” em substituição à forma usada pelos menores que costumam referir-se a si mesmos pelo próprio nome, conjugando o verbo na terceira pessoa — “fulano quer isso ou aquilo” — sugere a identificação da sua pessoa como uma perspectiva particular e única. Por outro lado, a própria linguagem favorece o processo de diferenciação, ao possibilitar formas mais objetivas e diversas de compreender o real. Ao mesmo tempo que enriquece as possibilidades de comunicação e expressão, a linguagem representa um potente veículo de socialização.
É na interação social que as crianças são inseridas na linguagem, partilhando significados e sendo significadas pelo outro. Cada língua carrega, em sua estrutura, um jeito próprio de ver e compreender o mundo, o qual se relaciona a características de culturas e grupos sociais singulares. Ao aprender a língua materna, a criança toma contato com esses conteúdos e concepções, construindo um sentido de pertinência social.
Por meio da linguagem, o ser humano pode ter acesso a outras realidades sem passar, necessariamente, pela experiência concreta. Por exemplo, alguém que more no sul do Brasil pode saber coisas sobre a floresta ou povos da Amazônia sem que nunca tenha ido ao Amazonas, simplesmente se baseando em relatos de viajantes, ou em livros. Com esse recurso, a criança tem acesso a mundos distantes e imaginários. As histórias que compõem o repertório infantil tradicional são inesgotável fonte de informações culturais, as quais somam-se a sua vivência concreta. O Saci Pererê pode ser, por exemplo, uma personagem cujas aventuras façam parte da vida da criança sem que exista concretamente na realidade.
 Iolanda Huzak

Enfim... 2011...Ano novo... Turma nova... Turma da Girafa!





Esta foi minha turminha em 2010...Turma do Lobo...Saudades!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010